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Como tabular pesquisa do SurveyMonkey (passo a passo)

Guia · atualizado em julho de 2026 · leitura de ~7 min

Como tabular pesquisa do SurveyMonkey (passo a passo)

O SurveyMonkey é ótimo para coletar respostas, mas quem precisa de análise mais séria logo esbarra num limite: os gráficos nativos mostram o total de cada pergunta, e pouco além disso. Para tabular pesquisa do SurveyMonkey de verdade — comparar segmentos, montar frequências e cruzar perguntas — o caminho é exportar os dados e trabalhá-los fora da plataforma. Este guia mostra o passo a passo, do export à tabela cruzada.

Por que os gráficos nativos não bastam

Dentro do SurveyMonkey você consulta rapidamente quantas pessoas escolheram cada opção, vê barras e pizzas por pergunta e até aplica alguns filtros. Isso resolve a leitura superficial, mas trava justamente onde a análise começa a ficar interessante: o cruzamento entre perguntas. Saber que 40% aprovam um produto é uma coisa; saber que esse número é 55% entre os mais jovens e 28% entre os mais velhos é outra bem diferente — e é essa segunda leitura que orienta decisão.

Recursos de segmentação e cruzamento costumam depender de plano, exigem montar filtro a filtro e não entregam a tabela consolidada, com base por coluna e teste estatístico, que uma análise profissional pede. Por isso, o fluxo padrão de quem faz pesquisa de mercado é o mesmo há anos: exportar as respostas e tabular à parte, no Excel ou numa ferramenta especializada.

Passo 1 — Exportar as respostas para Excel/CSV

O primeiro passo é tirar os dados brutos da plataforma. No SurveyMonkey, abra a sua pesquisa e vá até a área de resultados — normalmente algo como "Analisar resultados" ou "Todas as respostas". Procure a opção de Exportar (Export) e escolha o formato de dados individuais.

  1. Abra a pesquisa e entre na seção de análise de respostas.
  2. Clique em Exportar e selecione exportar todas as respostas (todos os respondentes), não apenas um resumo.
  3. Escolha o formato XLS/XLSX ou CSV. Prefira a exportação de dados brutos (uma linha por respondente, uma coluna por pergunta), e não o PDF ou o sumário de gráficos.
  4. Baixe o arquivo e abra no Excel, Google Sheets ou LibreOffice.
Dica: os rótulos exatos dos botões mudam com o tempo e variam por plano e idioma da conta. O que importa é o princípio: você quer a exportação de respostas individuais em planilha, com cada pessoa numa linha. É esse formato que permite tabular. Se houver a opção de exportar "valores" e "rótulos" de texto, guarde a versão com os rótulos por extenso — facilita a leitura depois.

Passo 2 — Organizar e limpar a planilha

A exportação do SurveyMonkey costuma vir com mais de uma linha de cabeçalho (o texto da pergunta e, abaixo, o texto de cada opção), colunas de metadados (data de início, horário, endereço de coleta) e, em perguntas de múltipla escolha, uma coluna por opção. Antes de tabular, vale arrumar a casa:

Se a sua amostra for pequena, este é o momento de conferir se ela sustenta os recortes que você pretende fazer — use a calculadora de tamanho de amostra para checar se cada subgrupo tem base suficiente antes de sair comparando percentuais.

Passo 3 — Montar a tabela de frequências

Frequência é a contagem de quantas vezes cada resposta aparece, geralmente convertida em percentual. É a tabulação simples — o total de cada pergunta — e o ponto de partida de qualquer análise. No Excel, o jeito mais rápido é a tabela dinâmica:

  1. Selecione a planilha limpa e insira uma tabela dinâmica.
  2. Arraste a pergunta para as Linhas e o mesmo campo para Valores, configurando como Contagem.
  3. Em "Mostrar valores como", escolha % do total geral para ler em percentual em vez de contagem bruta.

O resultado é uma tabela como a de baixo — números fictícios, só para ilustrar o formato de uma frequência de marca preferida:

Marca preferida Respondentes %
Marca A16040%
Marca B14035%
Marca C10025%
Total400100%

Passo 4 — Fazer a tabulação cruzada

Aqui a análise ganha profundidade. A tabulação cruzada pega a pergunta de interesse e quebra o resultado por um segmento — sexo, idade, região, cliente vs. não cliente. Ainda na tabela dinâmica, o ajuste é direto:

  1. Mantenha a pergunta nas Linhas.
  2. Arraste a variável de segmento (ex.: faixa etária) para as Colunas.
  3. Em "Mostrar valores como", troque para % da coluna — assim cada coluna soma 100% e você compara os segmentos com o mesmo denominador.

O produto final é a tabela que revela onde estão as diferenças: a Marca A pode liderar entre os mais jovens e perder força nas faixas mais velhas, enquanto o total de 40% sozinho jamais mostraria esse contraste. Ler pela coluna é o padrão — é o que mantém a comparação justa entre grupos de tamanhos diferentes.

Onde a tabulação manual trava

O caminho pelo Excel funciona, mas cobra seu preço conforme o estudo cresce:

Se você quer entender o processo completo — do desenho da amostra à leitura dos resultados —, vale ler o guia de análise de pesquisa de mercado, que coloca a tabulação no contexto das outras etapas.

Alternativa automática: importe o Excel exportado

Uma vez que você já exportou as respostas do SurveyMonkey para Excel, não precisa parar na tabela dinâmica. Ferramentas de tabulação especializadas importam esse mesmo arquivo e geram todos os cruzamentos de uma vez, já em formato de banner, com base (N) por coluna e teste de significância aplicado. Você deixa de montar planilha e passa a interpretar resultado — que é onde está o valor do seu trabalho.

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O AnaliseTAP importa o Excel (ou SPSS) exportado e gera tabulação cruzada automática com testes de significância (letras A/B/C), banner tables com base por coluna, categorização de respostas abertas com IA, ponderação amostral, tracking de ondas e relatórios executivos — automaticamente, sem tabela dinâmica manual.

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